quarta-feira, 4 de julho de 2012

Saber fotografar... pra quê?

O que justifica o estudo da fotografia? O que nos acrescenta aprender a tirar fotos e a apreciá-las? Talvez ao limitar esse processo a uma mera “alfabetização”, estamos tirando o prazer em compreender o mundo de uma forma sensível, que transcende a barreira da linguagem.

A maioria das pessoas fotografa porque pretende registrar os acontecimentos corriqueiros e extraordinários de suas vidas, ou porque tem um desejo de expressar sentimentos para os quais as palavras talvez sejam insuficientes. Qualquer que seja o motivo, é importante saber tirar o máximo proveito de situações comuns, aumentar a percepção visual e obter um resultado esteticamente agradável.

“A máquina fotográfica é um espelho dotado de memória, porém incapaz de pensar”, já dizia Anold Newman. Essa função cabe ao fotógrafo, que transforma todo seu cérebro e sua bagagem de vida em uma câmera. No momento do clique, qualquer ser humano será influenciado por sons, cheiros, pelo ambiente, por seu próprio estado de espírito e sentimentos. Tudo isso determina qual interpretação resultará da imagem vista por seus olhos.

As fotografias são tiradas pelos fotógrafos, e não por suas máquinas. Por isso, para uma eficácia maior na comunicação realizada através de uma fotografia, é preciso entender alguns dos princípios básicos desta arte universal.


“Ce que la Photographie reproduit à l'infini n'a eu lieu qu'une fois: elle répète mécaniquement ce qui ne pourra jamais plus se répéter existentiellement.”

(O que a fotografia reproduz ao infinito só ocorreu uma vez: ela repete mecanicamente o que nunca mais poderá repetir-se existencialmente.)

- La chambre claire - Página 15, Roland Barthes - Éditions de l'Étoile, 1980 - 192 páginas

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